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Brasileiros Pocotó no divã da Psicologia

Faz alguns anos li um livro que muito me impressionou e tinha ligação direta com meu trabalho – chamava-se Brasileiros Pocotó. O livro, de Luciano Pires, era uma coletânea de artigos sobre a mediocridade que assola o Brasil em seus diferentes momentos.

O que isso tem a ver com meu trabalho? Sou psicóloga culturalista, cinco anos praticamente fora do Brasil, vivendo nas melhores universidades européias, ajudo hoje executivos expatriados – ou seja, estrangeiros que chegam ao Brasil ou brasileiros que vão ao exterior por tempo determinado. Muitas das empresas que atendemos HSBC, EMBRAER, Nissan, Vivo, Nestlé, Banco do Brasil, Bosch, entendem que nada é mais importante do que a pessoa entender de fato os parceiros que irão recebê-las. E eu falei entender, não conhecer.

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Gestão Intercultural

Vivemos hoje no epicentro de um terremoto, o qual é alimentado por uma homogeneização cultural e massificação de valores, formas de agir, pensar, amar e se relacionar amparados sob o manto da tecnologia. Perdemos nossa direção e, paulatinamente, os valores ditos “antigos” se esvaem diante de nossos olhos. Modernismo? Pós-Modernismo? Globalização? Não importam os clichês ou categorizações pois eles não nos furtam de perceber o mal-estar e a sensação de estranheza que estamos tendo de maneira geral.

Como nos voltarmos para as relações globais se ainda não nos exercitamos o suficiente com o colega da mesa ao lado sofisticando nossas formas de comportamento? O líder global será antes de tudo um líder que atenderá as necessidades e as realidades de seus parceiros locais. E a pergunta é: como temos evoluído neste sentido?

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Andrea Sebben - Cross-Cultural Training & Psychology © 2007  •  Todos Direitos Reservados