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Estadão
Bem-vindos a São Paulo, expatriados
Pontual e austero como sempre, Martin Hohmann chegou a desmarcar duas reuniões, esperando a tal da cervejinha. Não fazia nem uma semana que o empresário alemão de 29 anos estava em São Paulo, ainda tentando entender como funcionava aquele mar de carros e a língua complicada, quando encontrou com um importante diretor financeiro paulistano - uma chance de ouro para fazer negócios. Papo vai, papo vem, e no final do encontro o senhor comentou: "Então, tá, vamos marcar uma cervejinha. Abraços, até mais". "Claro que fiquei esperando, desmarquei reunião, fiquei com o celular em mãos, esperando a ligação dele", diz Hohmann com seu sotaque carregado. "Achei uma falta de respeito prometer algo e não cumprir. Só depois fui entender que esse é o jeito de vocês se despedirem, uma formalidade paulistana"...
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