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Folha Universal
Uma casca de banana, a mesma fruta exibida ostensivamente e um xingamento de macaco são alguns exemplos recentes de manifestações racistas e preconceituosas no futebol, dirigidas contra brasileiros no exterior.
Mas essa prática não é exclusividade desse esporte, está tão presente no Brasil quanto no exterior e o pior: quase nunca é devidamente punida. "Infelizmente, o racismo é uma praga universal e não se restringe à Europa, mas lá ele é muito agudo, junto com a xenofobia, em função do horror ao estrangeiro. As entidades do futebol tentam combater, mas com medidas ainda muito insuficientes", lamenta Mauricio Murad, sociólogo e professor de Sociologia dos Esportes do mestrado da Universidade Salgado de Oliveira, do Rio de Janeiro.
O atacante Neymar, por exemplo, reagiu, quando foi alvo de uma banana arremessada por um torcedor durante amistoso do Brasil contra a Escócia, disputado na Inglaterra em março. "Esse clima de racismo é triste. A gente sai do nosso país, vem jogar aqui e acontece isso", declarou a uma emissora de televisão. A diretoria do Arsenal, clube inglês responsável pelo estádio, negou, em nota, se tratar de racismo.
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