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O Estado do Paraná
Por Danielle de Sisti, matéria publicada em O ESTADO DO PARANÁ, no dia 7 de janeiro de 2001.
PSICOLOGIA AUXILIA INTERCAMBISTAS
Fazer um curso no exterior pode ser uma grande oportunidade para aprimorar um idioma, conhecer novas culturas e enriquecer o currículo profissional. Porém, muitas vezes,problemas emocionais podem prejudicar quem não está preparado para enfrentar as dificuldades de viver longe da família e dos amigos. O preparo do intercambista é o principal objetivo do trabalho da psicóloga Andréa Sebben, especialista na área de Educação Intercultural pelo Conselho Europeu, que esteve recentemente em Curitiba ministrando uma palestra sobre este assunto junto a adolescentes com idades entre 14 e 18 anos que têm interesse em estudar no exterior. “O objetivo deste primeiro contato com o intercambista é esclarecer, de forma bem acessível, todos os fenômenos comportamentais e emocionais que podem ocorrer com os jovens que moram em um outro país, incluindo questões de relação hóspede/hospedeiro”, explica.
Andréa informa que entre os receios mais comuns estão o medo de não se adaptar à família receptora, as dificuldades com o idioma, a performance na escola e a saudade a de tudo que tem ligação com o país de origem. Segundo a psicóloga, há pessoas que têm mais chance de se adaptar à vida em outro país. “Geralmente, tem melhor adaptação a pessoa que é bem informada, aculturada e tem baixo grau de etnocentrismo, ou seja, é mais tolerante e flexível a outras culturas e tem facilidade nas negociações interpessoais”, esclarece. “Quando vejo que a pessoa não está preparada recomendo que se submeta a uma preparação psicológica, uma psicoterapia de apoio para que não sofra tanto durante sua permanência em outro país”, complementa Andréa Sebben.
Vantagens
Se preparado psicologicamente, o jovem tem somente vantagens em estudar no exterior de acordo com as experiências acompanhadas pela psicóloga. “O jovem volta mais amadurecido, com outra visão de mundo – e de seu próprio país, e também passa a se conhecer ainda mais. Ele volta mais cidadão, compreendendo a interdependência entre os povos”, constata.
Uma curiosidade neste assunto se refere à diferença de comportamento emocional entre meninos e meninas. Segundo Andréa, as meninas têm uma tendência maior à depressão. “Geralmente elas apresentam duas psicossomatizações: o aumento de peso (de dez a vinte quilos e a menorréia (ausência de menstruação)” diz a psicóloga.
Andréa Sebben é autora do livro Intercâmbio cultural: um guia de educação intercultural para ser cidadão do mundo.
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