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“A personalidade está para o indivíduo
assim como a cultura está para um povo.”
Com está máxima da Psicologia Intercultural podemos começar a compreender o que vem a ser esta área da Psicologia. É como se observássemos um braço, cuja totalidade é o individuo. Pois bem: a cultura são as células epiteliais. Estão ali, exercendo fundamental função mas ninguém as vê. Assim é a influência e o poder que a cultura de um povo tem sobre a personalidade de seus indivíduos.
Por isso o trabalho do Psicólogo Culturalista é:
• Ampliar os dados atuais da psicologia com variáveis culturais
• Gerar novas hipóteses comportamentais com a entrada da antropologia
• Aprofundar o conhecimento da própria cultura
• Investigar o universal e o individual no comportamento humano
• Compreender as relações entre cultura e comportamento seja individual ou grupal
• Aprofundar-se nos aspectos da Psicopatologia da Imigração auxiliando a compreender os aspectos da adaptação, assimilação, aculturação, separação dos familiares, a nostalgia o stress aculturativo.
A Psicologia Intercultural é uma área da psicologia que, envolvida multidisciplinarmente com a antropologia e outras áreas afins, estuda o comportamento humano ao redor do mundo em sua universalidade e ao mesmo tempo, dando a devida atenção ao comportamento individual no ambiente cultural em que ele ocorre. Alguns autores acrescentam: Psicologia Intercultural é o estudo científico do comportamento humano e da sua transmissão, tendo presente os modos nos quais os comportamentos são modelados e influenciados pelos valores sociais e culturais (Berry, J.; Segall, M., & Kagitçibasi, C. 1997); é o estudo de diferentes padrões culturais na vida mental dos seres humanos (Berry, J., & Sam, D. 1996).
Numerosos estudos de Berry, Poortinga, Segall e Dasen (2002) apontam para várias áreas do comportamento humano no qual a Psicologia Intercultural vem se desenvolvendo: na percepção, no desenvolvimento cognitivo, no significado conativo, na subjetividade de papéis, crenças, estereótipos, categorizações, valores, modernização, mudança social e, finalmente a alienação, stress aculturativo e estados psicopatológicos. Estas últimas três variáveis compõem o que chamo de Psicopatologia da Imigração. Estes estudos propõem-se a conhecer melhor as variáveis previstas durante o processo migratório e que podem auxiliar no processo de adaptação, aculturação e bem-estar social do expatriado e seus acompanhantes.
O importante é atentarmos para o fato de que a idéia central de todos estes conceitos é que a Psicologia Intercultural, assim como a Educação Intercultural ocupam-se por estudar a relação de causa e efeito entre cultura e comportamento. Mas mais além do previsto, de ocupar-se do que acontece na relação entre indivíduos culturalmente diversos. Ou seja: interação e comportamento é o tema desta ciência.
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